sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Las Chicas del Cable|2017


Esta série espanhola, foi a primeira a ser produzida em Espanha, estreou em Abril do ano passado. A segunda temporada saiu no mesmo ano, em Dezembro. Conhecida como "As Telefonistas" em Portugal, começa em 1928, quando uma empresa de telecomunicações começa a funcionar em Madrid. Foca-se em 4 mulheres que começam a trabalhar nessa empresa, com personalidades e histórias de vida bastantes diferentes.
Alba (Blanca Suárez) é uma misteriosa mulher conhecida pelo nome Lidia; Marga (Nadia de Santiago) é uma rapariga que veio do interior para a grande cidade e acaba por se apaixonar; Carlota (Ana Fernández) é a mulher de classe alta que procura independência e liberdade da sua família controladora e Ángeles (Maggie Civantos) é uma mãe trabalhadora que é maltratada pelo marido pois este desaprova que ela trabalhe. Foca-se imenso nos direitos que as mulheres não tinham naquela época e espelha-se um pouco nos dias de hoje, representando a forte amizade entre mulheres.
Os figurinos estão bastante bem adaptados à época de 1920 e a história é comovente, de todas elas. Já não é novidade que as séries da Netflix são muito boas, mas esta está mesmo diferente do que é costume vermos na televisão espanhola.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

La Casa de Papel|2017


"La Casa de Papel" ou Money Heist como foi chamada em inglês, é uma série espanhola que foi produzida para ser emitida na Antena 3, canal aberto espanhol. Estreou-se no passado ano de 2017 e acabou nesse mesmo com um final fechado, ou seja, pensa-se que não haja mais temporadas ou episódios desta série.
Esta série está imensamente bem produzida e com grandes actores a defender os seus papéis. A banda sonora está igualmente enquadrada com a trama.
A série começa com um assalto à  Fábrica Nacional de Moneda y Timbre orquestrado pelo Professor (Álvaro Morte), que é um homem super inteligente que comanda todas as operações do sequestro do lado de fora e sem nunca ninguém saber quem é. O plano é posto em prática por 8 criminosos que o Professor recrutou  com 5 meses de antecedência, para terem tempo de estudar o assalto passo a passo. O que torna este assalto diferente dos outros? O professor faz de tudo para que a opinião pública esteja do lado dos assaltantes e não da polícia, só assim pensa que conseguirão escapar sem passarem os próximos anos na prisão.
O que mais me surpreendeu nesta série, além das grandes prestações dos actores foi a atenção ao detalhe. Por exemplo o professor tem um tique desde o início da série e até ao fim, esse tique é presente. O guarda-roupa de Tóquio (Ursula Corberó) foi pensado ao pormenor para ser o mais parecido com o o guarda-roupa de Natalie Portman em Léon, The Professional.
Cada vez acredito mais no potencial de Espanha para produzir conteúdo de qualidade na área do entretenimento. Se antes duvidava que houvesse alguma qualidade agora sou eu que defendo que Espanha está a apostar cada vez mais em produção nacional e está a conseguir.
Já acabei esta série e juro-vos, vale a pena. Entretanto ando a ver uma outra série espanhola "Las Chicas del Cable" que também está a dar cartas.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A banda sonora da minha vida

Desde que me conheço que ouço música. 
Comecei por gravar para cassetes as músicas que passavam na rádio e eu amava. Ficava sentada ao pé do rádio, durante horas para apanhar o inicio da música e gravar até ao fim sem a interferência do interlocutor, e fazia infinitas cassetes com as minhas músicas preferidas. Era o meu passatempo preferido enquanto pequena. Ganhei um diskman (como este), entretanto e ia todos os dias para a biblioteca, só para fazer download de músicas para a banda sonora do meu dia-a-dia, acreditem que eu arranjei maneira de descobrir como é que isso se fazia, com pouco mais de 10 anos. Por volta de 2000 e troca o passo, eu já tinha um mp3 (igual a este) com 128mb, que ganhei no Natal. Coisa como 35-38 músicas dependendo do tamanho. 
Ouvir música é como... bem, nós temos de respirar para viver...
Desde o 5º ano que ia e vinha das aulas a pé, e até casa da minha avó devem ser coisa como 8-10 músicas. Era assim o meu dia a dia até ao 9º ano. No 10º ano decidi ir estudar para longe. 5-6 músicas até à paragem de autocarro e 10-12 músicas até chegar à escola de autocarro, mais 10-12 músicas até a escola abrir e finalmente ir para as aulas, à noite era o caminho inverso e aproximadamente o mesmo número de músicas até chegar a casa. Acordava as 6.00 da manhã e tinha autocarro às 6.50, eu juro que me despachava em 10 minutos, o restante era para ir a cantar pelas ruas vazias e imaginar-me num filme, sempre tive esta coisa de sonhar demais. Chegava por volta das 19.40 e até casa eram mais 15 minutos de dança e cantaria pelas ruas. Apanhei grandes vergonhas, mas tentava sempre disfarçar a cantoria, porque ainda hoje, eu não canto, eu tento, com muita força. 
Com 17 anos ainda imaginava a minha vida num filme enquanto percorria as ruas até casa. Entretanto tirei a carta, e larguei mais os fones durante as viagens, até porque é proibido, mas nos meus carros sempre tive artimanhas para ouvir a minha música. Hoje, tenho 30 min para chegar ao trabalho de carro, e deixei de contar o meu tempo por músicas, mas tenho sempre as minhas músicas a tocar no carro. E a primeira coisa que faço ao chegar ao trabalho, é fazer login na minha conta do spotify, e até às 18.00 estou sempre com fones nos ouvidos. Quando volto a casa e não estou a ver séries ou a ler, estou a ouvir música.
Ontem, fui beber café com uns amigos, se sempre que vou beber café, não levo o carro, são 3 músicas a pé, são mais 2,5 músicas e meia do que se for de carro. Estava a ouvir "Last Kiss" dos Pearl Jam e a pensar na banda sonora da minha vida e como isto tudo aconteceu, e das horas de música que já tenho no lombo.
Então só tenho que agradecer ao meu tio, que desde cedo me incutiu o gosto pela música, quando me ofereceu a edição especial do Lion King (o meu primeiro cd) e ouvia GNR, Madredeus, Xutos e Pontapés, Rui Veloso, UHF, Pedro Abrunhosa, Nirvana e João Pedro Pais enquanto eu estava por perto. Tenho que lhe agradecer e pedir desculpas, porque ele tinha um microfone que ligávamos à aparelhagem Sony dele e cantávamos "The Circle of Life", "Hakuna Matata" e "I Just Can't Wait to be King" aos saltos na cama.
Resultado de imagem para The Lion King Special Edition

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Filmes de Natal|2017

Nesta época natalícia gosto sempre de ver todos os filmes do franchising "Sozinho em Casa", este ano vi duas produções do Netflix. Não acrescentam grande coisa ao nosso intelecto mas fazem-nos passar um bom tempo e sentir o espírito natalício.

Herança de Natal|2017
Ellen Langford é herdeira da empresa que  pai construíu do nada, com muito trabalho e solidariedade. São estes valores que tenta passar à filha através de uma missão que lhe atribuí numa pequena vila, onde aprende o valor do trabalho e da solidariedade.
Este filme conta com a presença de Eliza Taylor, a Clarke de The 100.

Um Princípe de Natal|2017
Quando Amber consegue o grande furo para finalmente ser reconhecida na sua carreira, não hesita e tenta a todo o custo conhecer o príncipe de Aldovia folião para o artigo da sua vida. Deste modo infiltra-se no castelo e tenta conseguir informações sobre o candidato à coroa de Aldovia.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

As músicas que mais ouvi|2017


Este ano acompanhei as novidades musicais de muito perto, apercebi-me disso quando Spotify, me disponibilizou o som de 2017.
Ouvi bastante, a agora artista a solo Camila Cabello, em que as suas músicas fazem parte das minhas preferidas, incluindo estas que saíram agora no final do ano: Never Be the Same e Real Friends. Dos meus artistas preferidos durante este ano, destaco a Halsey, James Arthur, Ed Sheeran, Sleeping at Last, The Weeknd e The 1975, que fizeram grandes músicas e que eu amo ouvir.

 
© the washing machine.
Maira Gall